4 dicas simples para saber se seu financeiro é eficiente


Postado por no dia 7 de dezembro de 2017


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Os ditados contém muita sabedoria condensada, você não acha?

Certo dia, fazendo umas pesquisas na internet e me deparei com uma frase atribuída a alguém chamado Kabral Araújo que dizia A imprudência e a incompetência juntas, são mortíferas., e por um tempo fiquei pensando quantos exemplos eu poderia dar desta calamitosa associação, infelizmente foram muitos.

Enquanto empreendedores priorizam a operação, negligenciam a gestão e a incompetência corre solta e desimpedida, jogando fora com pá o que se traz para dentro com colher.

No artigo “O maior RISCO OCULTO das finanças empresariais” (veja aqui) chamamos a atenção para esta questão da incompetência e de como o mercado de trabalho tem se mostrado deficiente em ofertar pessoal minimamente capacitado.

De todos os dados e pesquisas apresentados, talvez o dado mais aterrador é o de, se você é um empreendedor, há um risco real (61% de chances), de que você tenha um analfabeto funcional cuidando do seu dinheiro.

 

A solução para o problema passa novamente pela classe empresarial

Uma vez que você entenda a realidade do mercado de trabalho restam algumas perguntas: Há como fugir disso? Dá para mandar o Brasil parar e descer? Dá para mudar de país? Adianta mudar de país?

Sinto muito em lhe informar, mas como empreendedor esta bomba já está na sua mão, e não adianta reclamar, isso não é mais uma ameaça, é uma realidade, o problema não está mais batendo à porta ele está sentado no seu sofá assistindo à sua televisão e assaltando a sua geladeira!!!   Você consegue dormir com isso?

Infelizmente esta é a realidade nua e crua e se quiser que sua empresa sobreviva vai ter que solucioná-lo, fique você feliz ou não!

 

Alternativas para quem quer começar a resolver o problema

Se você reconhece que é você mesmo que terá que resolver mais este problema, você tem 3 alternativas, escolha uma alternativa:

  • A – Disputar a tapa e a peso de ouro os 7% considerados plenamente competentes;
  • B – Investir na capacitação de seus colaboradores;
  • C – Continuar sofrendo e reclamando do colaborador e do governo;

A alternativa “A” parece a melhor a curto prazo e, de fato, é comum ver empresários escolherem esta opção. Acontece que quando a competência está no profissional e não na empresa em geral cria-se uma dependência nociva, o profissional vai sempre ditar as regras e sua empresa se tornará refém, afinal não pode perdê-lo.

A alternativa “C” é a mais cômoda, você não precisa sair da zona de conforto, afinal, a culpa disso tudo não é sua mesmo! Mas, a verdade é que não importa se a culpa é sua ou não, o fato é que é a sua empresa que está sendo penalizada com prejuízo, e se nada for feito tende a fechar. É uma questão matemática, custa mais caro não fazer nada e continuar tomando prejuízo ou investir na solução do problema? Minha sugestão é que você faça as contas e decida.

A alternativa “B” é com certeza a mais trabalhosa e não é isenta de riscos, afinal você pode se tornar fornecedor de mão de obra se não conseguir reter os profissionais. Uma coisa é preciso ficar clara, capacitar a mão de obra não te isenta nem de respeitar o profissional nem de valorizá-lo pagando uma remuneração condizente com seu atual nível de competência.  Se você souber respeitar e valorizar conseguirá reter o profissional capacitado.

 

Como saber se seu financeiro é eficiente

É claro que optando pela alternativa “B” os gastos financeiros podem crescer, mas você já fez conta de quanto perde no financeiro por falhas típicas de pessoas sem o devido preparo?

Talvez você não tenha noção de quão altos são os custos da incompetência porque, o próprio financeiro, oculta isto na sua falta de transparência.  Sabendo disso vou deixar aqui apenas 4 dicas de checagem (existem muitos mais) sobre como você pode visualizar algumas destas perdas que você já paga e nem sonha:

1 – CONTAS A RECEBER: Solicite um relatório de contas a receber inadimplentes, muito dinheiro se perde ali por falta de análise de crédito ou por simples falta de cobrança.

2 – DESPESAS: Solicite os relatórios mensais de despesas de um por um dos últimos 6 meses compare o total de gastos e você verá uma variação entre eles em muitos casos ao comparar estes relatórios o empresário pode se apavorar. Lembre-se de que Investimentos e custos não são despesas, você deverá excluí-los desta análise.

3 – IMOBILIZADO: Faça uma relação de instalações, máquinas e equipamentos e analise o quanto estes capitais investindo estão sendo utilizados. Você poderá se surpreender de quanto dinheiro que poderia estar em caixa, está apodrecendo no inventário com baixíssimo índice de utilização, especialmente em indústrias.

4 – ESTOQUES: Apure seu valor total de estoques, valorizado a preço de custo e divida pelo CMV médio dos últimos 6 meses. Isto gera um índice chamado “Prazo Médio de Estocagem”, que na maioria das empresas deveria girar entre 25 e 35 dias. Tudo o que for a cima disso está, a princípio, tirando dinheiro do caixa e imobilizando no estoque, o que gera crise financeira na empresa.

 

Um dos grandes males da gestão brasileira, é considerar capacitação como despesa quando é investimento, assim quando as finanças apertam um pouco as primeiras verbas que se corta, são as destinadas à capacitação.

A plicando apenas estas 4 checagens, de posse dos resultados, já é possível determinar o tamanho do custo da incompetência nas finanças e dimensionar uma verba que possa ser investida em capacitação.

Você perceberá que, à medida que a capacitação vai ganhando solidez, as perdas vão sendo menores e o investimento retorna em muito pouco tempo.

Aliás, isso me fez lembrar de outro ditado que diz: “se você acha que o profissional custa caro, é porque não faz ideia de quanto custa o incompetente”.


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