Consultoria interna de finanças


Postado por no dia 26 de outubro de 2017


07 CONSULTORIA INTERNA EM GESTÃO FINANÇAS

Você já ouviu falar de transversalidade? O modelo de liderança na gestão corporativa está mudando rápido, ou você acompanha ou…

Outubro, novembro e dezembro, último trimestre do ano!

São meses de trabalho em dobro, as empresas começam a olhar para os resultados conquistados no ano corrente e pensar nos resultados que querem para o ano seguinte.

Muitas delas elaboram projetos e planos estratégicos para que seus objetivos sejam alcançados e a companhia se mantenha competitiva e relevante para o mercado.

Neste período, com resultados sendo analisados, planos sendo elaborados, mudanças sendo realizadas pode-se perceber uma agitação diferente que mistura otimismo, em razão dos sucessos e dos planos futuros e frustração devido às metas não alcançadas que, aliás, são a maioria.

A pergunta que não quer calar é: Porque as metas estabelecidas no planejamento precisam chegar no final do ano para terem seus resultados analisados?

O que se vê por aí são empresas que até têm competência e facilidade em planejar, mas que não gerenciam as metas na rotina diária. A principal alegação sobre este fenômeno, é que a correria do dia a dia acaba absorvendo a atenção de gestores e colaboradores, que acabam negligenciando os planos e quando menos esperam já chegou o último trimestre novamente.

Muitas empresas estão conseguindo amenizar este problema utilizando-se de “consultores internos”. Mais comuns nas áreas de Gestão de Pessoas os consultores internos podem ser utilizados em todas as áreas que possuem um modelo de atuação transversal.

Atuação transversal é aquela que gerencia processos que perpassam vários outros departamentos, alguns exemplos de áreas transversais são: A Gestão de Pessoas que desenvolve pessoas de todas as áreas, a Gestão da Qualidade, que define e monitora processos de todas as áreas e a Gestão de Finanças que gerenciam orçamentos de todas as áreas.

O Consultor Interno de Finanças, para ser um pouco mais específico, tem o papel de ajudar gestores e colaboradores de todas as áreas a planejarem seus orçamentos, utilizando-se de técnicas e métodos próprios das finanças, que dificilmente são dominados por profissionais das outras áreas.  Cabe também ao Consultor Interno de Finanças, acompanhar a execução das metas e dar feedback aos gestores de áreas sobre seu desempenho, auxiliando-os na análise de causas, na aplicação de ações de melhoria, no processo de correção de rota e revisão de metas se necessário.

O modelo de consultoria interna requer um repensar da estrutura corporativa. É preciso migrar de um modelo vertical de estrutura, onde cada gestor, E MAIS NINGUÉM, cuida da sua área, para um modelo matricial onde mais de um gestor pode gerenciar metas numa mesma área. Mas atenção! Um modelo de gestão matricial só funciona em empresas que tem, pelo menos um planejamento básico com metas claras e liderança madura, desapegada de orgulho, vaidade e ciúmes, caso contrário vira uma “aldeia” onde se tem “mais chefe do que índio”, as rivalidades se acirram e a companhia trava.

Não é raro, que metas departamentais, defendidas pelo gestor da área, sejam incompatíveis com as metas financeiras, defendidas pelo Consultor Interno de Finanças, e isso pode levar a conflitos que não fazem bem à companhia. Estes líderes devem ser suficientemente maduros para sentar, discutir uma proposta consistente de revisão das metas, e propor às instâncias superiores os ajustes necessários nas metas do planejamento.

Se você é um gestor de finanças, ou de quaisquer uma das outras áreas com perfil transversal, comece a defender este modelo de atuação, isso não muda do dia para a noite, é um progresso contínuo e lento, mas é, sem dúvida, o futuro da gestão corporativa, futuro este que passa cada vez menos por autoridade e mais por influência.

Seu futuro como gestor precisa ser modernizado e ajustado às demandas que as novas gerações apresentam, só assim você poderá extrair melhores resultados de sua equipe e ser reconhecido pela cúpula como alguém importante para o time.


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