O maior risco oculto das finanças empresariais


Postado por no dia 7 de dezembro de 2017


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Napoleão Bonaparte um dia afirmou: “Nunca veja malícia no que pode ser explicado pela incompetência”. Apesar de dita a 150 anos, esta frase é tão atual como se houvesse sido dita ontem.

Não é de hoje que o empresariado reclama da qualificação da mão de obra, dos descontroles e incompetências que geram altos prejuízos e escancaram as portas aos mal intencionados.

Se qualificar mão de mão de obra está difícil em todo o mundo, em função da velocidade com que tudo acontece, quem dirá no Brasil!  É fato, a educação não acompanha o mercado e menos ainda a tecnologia.

Dados do movimento Todos Pela Educação, divulgados no início de 2017 mostram que absurdos 96,4% dos alunos que terminam o ensino médio NÃO ATINGEM o nível ideal de aprendizado para entrar no mercado de trabalho.

É mais do que evidente que, apesar de haverem iniciativas, o poder público, é incompetente para capacitar a população como força de trabalho, aliás, o que temos visto, é a qualidade do ensino brasileiro degradar-se ano após ano.

 

Mão de obra despreparada

Nosso modelo de educação quase jurássico, não dá conta de preparar os alunos nem para calcular e interpretar textos, quem dirá habilitá-los com competências socioemocionais como ética, disciplina, cooperação, inovação, pensamento crítico e inteligência emocional, que são hoje as competências que separam profissionais excelentes dos medíocres.

Uma pesquisa realizada em 42 países aponta o Brasil como 4º país onde os empregadores têm maior dificuldade em preencher vagas, 63% das empresas tem dificuldade na hora de contratar apesar de o desemprego em 2016 ter chegado 12,3 milhões de pessoas (12%), segunda pior taxa nos últimos 36 anos.  Afinal, com tanta mão de obra disponível não deveria ser fácil contratar?

Agora, vamos pensar juntos. Quando em 2014, na época das “vacas gordas” o Brasil chegou a um índice de desemprego de apenas 4,3%, onde estava esta massa de pessoas, hoje consideradas inaptas?  Se você disse que estavam trabalhando nas empresas, inclusive na sua, PARABÉNS! Acertou em cheio! O reflexo imediato disto é que a produtividade brasileira se tornou uma das piores do mundo.

 

Investimento no ensino médio triplica

Nos últimos 10 ou 12 anos o país triplicou o investimento no ensino médio, parece bom, pelo menos até percebermos que as notas dos alunos pioraram. Gestão deficitária, que consome recursos e piora os resultados, infelizmente é uma importante marca de nosso país, o pior é que esta cultura improdutiva é absorvida pelo aluno e chega nas empresas quando ele se torna um profissional. O resultado disso é que em 2016 o Brasil perdeu mais 6 posições no ranking da produtividade do Banco Mundial, despencando da 75ª para 81ª posição.

 

Analfabetismo no financeiro?

Agora, vamos focar os profissionais que atuam especificamente na área DE FINANÇAS (prepare-se para o susto).

De acordo com o relatório do INAF (Índice Nacional de Analfabetismo Funcional) publicado em 2016, apenas 7% dos avaliados são plenamente competentes e 61% avaliados como analfabetos funcionais. Parece absurdo, mas a dura realidade é de que as chances de você ter um ANALFABETO FUNCIONAL tomando conta do seu dinheiro, atuando numa das áreas mais vitais da sua empresa é de 61%. Você consegue dormir com isso?

Estes dados mostram que 93% das pessoas que chegam a um cargo de finanças terão algum nível de dificuldade para elaborar relatórios, textos, e-mails, bem como interpretar gráficos e indicadores, prestar contas dos resultados e expor suas opiniões com clareza e coerência.

 

O maior risco

Mas você acessou este artigo querendo saber qual é o maior risco oculto nas finanças de sua empresa não é mesmo?

Pois bem, o maior risco oculto é a INCOMPETÊNCIA, e ela permanece oculta porque só pode ser revelada pela COMPETÊNCIA, e como “o que os olhos não vêm o coração não sente” as medidas corretivas vão sendo procrastinadas e as empresas permanecem reféns do absoluto despreparo, e por isso perdem grande parte dos seus lucros.

Como empreendedor ou gestor de uma organização você não pode ter na área mais crítica da sua empresa pessoas incompetentes só porque “são da família” e você confia que não vão te roubar.

Honestidade é fundamental, sempre será e isto é indiscutível. Entretanto, é a falta de gestão e não a fraude que “rouba” a maior parte dos lucros das empresas, quer seja na falta de controle que dão espaço aos fraudadores, quer seja nos desperdícios, nos gastos descontrolados, nas ociosidades ou nos capitais empatados.

Indicação: Caso você deseje saber mais sobre os problemas da má gestão financeira, conhecer alguns pontos de checagem para identificar o nível de eficácia das sua gestão financeira e iniciativas que vão te ajudar na capacitação do time de finanças, leia o artigo “ Consultoria interna de finanças ” .


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