Relevância – O financeiro além das finanças


Postado por no dia 11 de outubro de 2017


relevancia

“Já faz um bom tempo, desde que os computadores começaram a fazer o trabalho, que se perdeu a admiração pelos profissionais de finanças”

Como o financeiro é visto dentro da sua empresa?

Burocrático? Esnobe? Controlador? Reclamão? Mal-humorado? Incompetente?

Talvez você nem saiba, mas a maioria dos profissionais de finanças são vistos com estas características pelas pessoas dentro da organização.

 

Você já pensou que talvez seja visto assim também?

Talvez você esteja se limitando a correr atrás de controlar as contas e conseguir dinheiro para efetuar os pagamentos do dia e esta atividade te consome tanto que você não tem tempo de fazer o que é realmente importante para a saúde financeira da companhia. Talvez você seja um clássico exemplo de profissionais que resolvem o efeito e não as causas. E se isto estiver acontecendo você pode:

1. Permanecer como está e morrer cedo e estressado.
2. Mudar e tornar-se um financeiro relevante.

Se a sua decisão for tornar-se relevante, você precisará ser ousado e sair da zona de conforto o prêmio para este esforço é uma carreira brilhante.

O segredo para aumentar sua influência na empresa está em transitar bem pelas outras áreas e buscar delas a integração com o financeiro. Dedique parte de seu tempo a estudar, ainda que superficialmente, outras áreas que não são da competência do financeiro mas que têm forte conexão com as finanças descubra os pontos de conexão e haja neles.

Obtendo estes conhecimentos você poderá também observar o ambiente organizacional, identificar problemas e dar sua opinião embasada sempre que puder e isso chamará a atenção de gestores e diretores.

Este artigo traz 8 áreas que você já pode começar a estudar hoje mesmo, quanto antes você puder integra-las ao seu trabalho mais cedo sua reputação aumentará:

1.  Filosofia organizacional:

Missão, visão e valores da instituição são componentes da filosofia organizacional elas definem padrões comportamentais e decisórios da companhia. Lute para que façam parte deste escopo valores como Produtividade, Eficiência, Rentabilidade e outros que estejam ligados às finanças. Assim mais pessoas vão contribuir para saúde financeira do negócio e mais o seu departamento estará em evidência.

2. Sistema de informação gerencial:

Poucas empresas são eficientes na escolha de seu ERP, outras até escolhem certo, mas não utilizam seu pleno potencial e pagam um alto preço na forma de descontrole e ingerência. O problema é que o resultado da ineficiência de todas as áreas afeta a sua performance como financeiro. Pesquise a fundo sobre isto, levante esta bandeira e dê a sua contribuição para que o sistema adotado seja eficaz e plenamente utilizado.

3. Consultoria interna:

Defenda fortemente a ideia de que, ao invés de um departamento isolado, o financeiro seja reconhecido como uma consultoria interna. Embora não tenha autoridade hierárquica, é importante que o gestor financeiro tenha autoridade moral, para transitar, cobrar e agir junto aos gestores das outras áreas em benefício da saúde financeira da companhia como um todo.

4. Centros de custo:

Proponha a descentralização orçamentária. Isto é fundamental para que seu trabalho flua e te sobre tempo para atuar no resultado. Cada setor é um centro de custo, o gestor do setor é quem deve projetar e controlar suas despesas sob coordenação da área financeira. Quando isso acontecer você reduzirá sua atuação operacional e seu nível de conflito, podendo então focar em assuntos mais estratégicos.

5. Vendas:

Dentre todas as atividades de uma empresa a que mais contribui para a saúde financeira é a venda, por que é ela que traz dinheiro para dentro. Faz sentido que uma área tão importante seja um dos teus focos mais importantes. Embora você não seja o gestor de vendas, você deverá estabelecer junto a ele um processo de cobrança moral.

6. Gestão de estoques e imobilizado:

Além de serem grandes “ladrões” de caixa, grande parte das fraudes e desvios acabam envolvendo, estas áreas, pelo fato de que as empresas quase nunca têm um controle eficiente destes inventários. Se não é você que gerencia estoque e inventário não deixe de torna-los um de seus pontos de cobrança moral.

7. Produtividade e qualidade:

Problemas com qualidade e produtividade reduzem violentamente a rentabilidade da empresa, você, como gestor de finanças, não pode ficar alheio a estes indicadores, acompanhe-os e faça deles também um ponto cobrança moral.

8. Avaliação de desempenho:

Defenda a ideia de que indicadores ligados à responsabilidade orçamentária façam parte do processo de avaliação de desempenho em toda a cadeia de cargos da empresa, de modo que cada colaborador tenha feedback constante sobre seu desempenho e sobre isto sejam definidas metas de melhoria.

Não é tão difícil defender estes princípios não é mesmo?

Mas cuidado! Não confunda afobação com ousadia. Não se afobe, não seja invasivo e não seja impertinente, só fale quando tiver estudado o assunto e quando falar fale em tom de sugestão. Se sua s ideias não foram acatadas não teime, recolha-se e não deixe de dar sua opinião novamente em outra oportunidade.

Entenda que a “cobrança moral” é a sua principal ferramenta de influência, esteja sempre disposto a ajudar as a outras áreas com seus problemas, e quando você precisar deles não haverá como dizerem “não” sem se sentirem mal.

Não espere que os gestores te convidem para as reuniões imediatamente, lembre que a maioria ainda te vê apenas como alguém da burocracia e você pode usar isto em seu favor para surpreender novamente mais tarde com pontos de vista bem embasados.

Estudando estes assuntos, observando o ambiente aplicando estas 8 dicas com assertividade, você demonstrará ser alguém que enxerga muito à frente do que a maioria dos da sua área, sua opinião começará a ser requisitada e sua s promoções serão um resultado natural.

Mãos à obra e Sucesso !!!


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